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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MEMORIAL REFLEXIVO




O curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC proporcionou-me um grande aprendizado quanto ao uso das tecnologias em geral e também reflexões quanto às diversas maneiras em que as tecnologias podem ser inseridas no currículo escolar de forma a contribuir para o aprendizado dos alunos.
Vale ressaltar que as leituras e entrevistas indicadas durante o curso foram importantes instrumentos para o meu embasamento teórico referente às exigências e necessidades da era do conhecimento em que vivemos.
Além dos pontos já mencionados, a modalidade de ensino em que o curso é ofertado – EaD traz inúmeras vantagens para a apropriação dos assuntos estudados, pois o objetivo principal dessa modalidade é o fazer por si só. Têm-se os comandos e as orientações do tutor, mas a peça principal para um bom aproveitamento do curso é o aluno que tem que querer ir além, seja por meio das possibilidades possíveis, como a interação entre os cursistas ou pela sistemática que cria para o estudo.
A aplicação dos planos de aula foi uma das dificuldades que vivenciei, uma vez que não estou atuando nem sala de aula nem na escola. Contudo a interação com os colegas permitiu-me uma boa compreensão das implicações do trabalho de integração das TIC ao currículo escolar.
Considerando a experiência que já tive de sala de aula, posso afirmar que a minha visão de prática pedagógica agora não é mais a mesma. As abordagens e as discussões deste curso fizeram-me ver a necessidade de pensar a escola, a sala de aula de uma maneira não vista por mim antes: deixar o tradicionalismo da simples transmissão de conteúdos e investir numa prática que contemple os conteúdos curriculares por meio de instrumentos que são o “fascínio”, que são “do interesse” dos estudantes e necessários para a inclusão destes na sociedade do conhecimento – recursos tecnológicos diversificados.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

RELATO DE PLANO DE AULA - ATIV. 2B

O Projeto “História em quadrinhos”, elaborado pela equipe “EDUCATICS” composta por mim e pelas professoras Elzilene, Maria das Mercês e Maria Lúcia, pode contribuir de forma grandiosa para a integração das tecnologias ao currículo, considerando que de acordo com a matéria divulgada na revista Nova Escola, ed. nº 223, p. 51, junho/julho de 2009, só vale levar a tecnologia para a sala de aula se ela estiver a serviço dos conteúdos. Como podemos ver neste projeto vários conteúdos relacionados a gêneros textuais, como figuras de linguagem, discurso direto e indireto, estrutura e elementos da narrativa, dentre outros podem ser trabalhados durante o desenvolvimento do projeto de uma forma diferenciada e bastante inovadora, graças aos recursos tecnológicos disponíveis. Além dos conteúdos supracitados outros podem surgir de acordo com a necessidade da turma.
Destaco que todos os conteúdos acima mencionados serão explorados nas várias etapas da execução do projeto em os alunos lançarão mão de vários recursos tecnológicos.
Um exemplo é a pesquisa na Internet de imagens que indicarão o tempo e o espaço da narrativa durante essa tarefa o professor poderá fazer mediações para que os alunos assimilem realmente o conteúdo.
Outro exemplo é o momento da escrita das legendas quando os alunos serão orientados a utilizarem as caixinhas de texto que se localizam na barra de ferramentas (desenho). Aqui as figuras de linguagem entram em cena e o professor deve propiciar essa oportunidade aprendizagem aos alunos. Seja com breves explanações desse conteúdo ou com indicação de site para pesquisa com variedades de exemplos em gêneros diferentes, destacando o mais comum nas HQ. Além desses exemplos, para cada etapa do projeto há um ação a ser desenvolvida pelos próprios alunos que propiciam a integração das TICs ao currículo.

Projetos de trabalho em sala de aula com a integração de tecnologias ao currículo



Tema: Um gênero quadro a quadro: História em quadrinhos

Autoras:
Maria das Mercês Dias Gomes da Silva
Elzilene de Sales Dias
Keile Nunes da Silva
Maria Lúcia Alencar Soares

Modalidade/ Nível de Ensino:
Ensino Fundamental Final: 6º e 7º anos

Componente Curricular: Língua Portuguesa

Tema: História em quadrinhos: narrativa por meio de imagens - códigos verbais e não verbais
_Sinais gráficos: balões, traços indicadores de movimento,
_Figuras de linguagem
_Discurso direto e indireto
_Estrutura e elementos da narrativa

Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
_Democratizar o uso dos recursos tecnológicos na disciplina de Língua Portuguesa perseguindo um ensino aprendizagem de leitura e escrita de forma dinâmica e lúdica com o auxílio de Histórias em quadrinhos.
_Despertar o gosto pela leitura e escrita através das HQ com o suporte de recursos audiovisuais e estratégias de leituras diversificadas;
_Utilizar os recursos do editor de imagem (paint) para criação dos desenhos (montagem de gibi virtual).

Duração das atividades
15 aulas

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
Colocar os alunos em círculo, entregar uma pergunta a cada participante sobre a História e a estrutura das HQ. Os jogadores deverão procurar a resposta em algum lugar estratégico da sala. Na sequência, um líder dá continuidade ao jogo fazendo sua pergunta ao participante mais próximo que deverá respondê-la e fazer outra pergunta ao participante seguinte e assim seguir até que todos participem. Caso alguém não saiba a resposta o jogador que fez a pergunta apresenta a plaquetinha com a resposta correta para que a turma tome conhecimento. O objetivo é sondar o que os alunos já conhecem e oportunizar a familiaridade com as HQ.

Estratégias e recursos da aula
• Levar os alunos ao laboratório de informática e solicitar uma pesquisa e curiosidades sobre o cartunista Maurício de Sousa. Retornar a sala de aula e apresentar o vídeo (entrevista com Maurício de Sousa) que se encontra no endereço www.noticiario-periferico.com/.../mauricio-de-sousa-da-turma-da-monica.html .• A professora confeccionará várias curiosidades sobre os personagens da Turma da Mônica. Ao som do CD da Turma da Mônica cada aluno sorteará uma curiosidade das personagens: Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento. Na sequência deverá ler a curiosidade recebida e afixá-la no painel que já estará ilustrado com esses personagens. (dividir os grupos considerando as curiosidades de cada personagem).• Apresentar em Data Show as ilustrações e o título da narrativa “Uma história que precisa ter fim” e aguçar dos alunos o que o título e as imagens sugerem. Assim que estes concluírem apresentar a situação inicial da narrativa e confirmar ou refutar as previsões levantadas.• Leitura da sequência dos quadrinhos pelos grupos.
• Mergulho na narrativa: Montagem de esquema, pelos grupos, apresentando os momentos e elementos dos Quadrinhos em estudo.
▪Entregar os quadrinhos finais da narrativa de forma desorganizada (sem falas e balões). Cada grupo deverá organizar o final numa sequência lógica e ainda produzir as falas, balões e legendas.
• Retornar ao laboratório de informática e ainda disponibilizar revistas e jornais aos alunos. Propor que pesquisem sites e vídeos que abordem sobre a temática em estudo “Consumo de drogas por adolescentes”. Em seguida montar um painel com uma diversidade de gêneros textuais que reportem a temática em análise: notícias, charges, reportagens, artigos, tiras, cartuns, piadas, contos, fábulas e outros.
• Produto final _ Elaboração de um gibi virtual: Cada grupo com base nas pesquisas realizadas e leitura dos textos deverá desenhar imagens no Paint ou se preferir colar nesse programa imagens copiadas de algum site da internet. Na criação do cenário os alunos deverão pesquisar na internet as imagens que indicarão o tempo e o espaço da narrativa e usar o software de apresentação Power Point para montar cada quadro. Produzir a capa do gibi virtual em Power Point utilizando o WordArt. Nesse momento os alunos deverão usar a criatividade e acrescentar pano de fundo, ilustrações e ainda animações, se preferir. Na seleção das personagens criadas no Paint, cada grupo irá selecionar, editar e copiar no Power Point. No momento da escrita das legendas utilizar as caixinhas de texto que se localizam na barra de ferramentas (desenho). Na criação dos balões sugerir os recursos autoformas (barra de desenhos) ou se preferir criar novos formatos de balões, desenhar no Paint, copiar e colar no Power Point.
▪Revisão e reescrita das HQ produzidas.

Recursos Complementares
- Histórias em quadrinhos variadas;- Computadores com acesso a internet;- Data show- Jornais e revistas.- Programa de criação de desenho digital ( Paint), programa de apresentação (Power Point)

Avaliação
A Avaliação será realizada durante todo o processo de produção do trabalho com as Histórias em Quadrinhos, observando:
_Atuação dos alunos nas pesquisas e atividades de leitura propostas;_Participação e Interação nas produções textuais realizadas;_Desenvoltura na utilização dos recursos linguisticos e tecnológicos e temática solicitada na produção das HQ.

Referências bibliográficas:
http://www.monica.com.br/institut/drogas/
WWW.turmadamonica.com.br/
www.monica.com.br/
www.monica.com.br/diversao/games/.../7erros.htm
www.youtube.com/watch?v=J2_NCChLCaY
www.noticiario-periferico.com/.../mauricio-de-sousa-da-turma-da-monica.html

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Conceito de Currículo e o Processo de Integração de Tecnologias ao Currículo


Conceituando Currículo e Sua Integração com as Tecnologias



O psicólogo espanhol César Coll resume o conceito de currículo como “um instrumento que deve levar em conta as diversas possibilidades de aprendizagem não só no que concerne à seleção de metas e conteúdos, mas também na maneira de planejar as atividades” e não apenas uma lista de disciplinas e conteúdos, acrescenta que o documento precisa ser revisto permanentemente para acompanhar os anseios da sociedade em relação à educação das crianças. (Revista Nova Escola, ed. 209, 2008, p.32). “São orientações que devem ser vistas como uma bússola que norteia os passos da Educação do país, de cada rede de ensino e de cada professor”, complementa Elvira Souza Lima, consultora do MEC.
De acordo com a matéria divulgada na revista Nova Escola, ed. nº 223, p. 51, junho/julho de 2009, só vale levar a tecnologia para a sala de aula se ela estiver a serviço dos conteúdos. Da soma entre tecnologia e conteúdos nascem oportunidades de ensino. Segundo Márcia Padilha Lotito, Coordenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) “a tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje” (Nova Escola, ed. 223).
No artigo “Desafios e possibilidades da integração de tecnologias ao currículo”, Almeida e Prado destacam que “a integração efetiva das tecnologias ao desenvolvimento do currículo consiste de uma ação pedagógica com uma intencionalidade clara de desenvolver um currículo a partir do esboço de um plano de trabalho que se delineia a priori e assume contornos específicos na ação conforme são identificados os conhecimentos, competências e habilidades dos alunos.
Almeida (2002, p.50) enfatiza que “o ser humano desenvolve projetos para transformar uma situação problemática em uma situação desejada a partir de um conjunto de ações que ele antevê como necessárias”.
Com base no dito acima compreende-se que a melhor forma de integrar as tecnologias ao desenvolvimento do currículo é por meio de elaboração de projetos o que além de tornar a aprendizagem mais real e significativa, tem como característica fundamental a flexibilidade de planejamento.
Como afirma Freire e Prado (1999, p.113) plasticidade, abertura e flexibilidade são características intrínsecas a projetos, cuja proposição inicial representa uma negociação com os sujeitos de aprendizagem que leve em conta seus interesses, intenções e condições para descobrir algo novo, produzir conhecimento ou criar produtos, delineando “um percurso possível que pode levar a outros, não imaginados a priori”.
Assim, concluímos que o trabalho com projetos propicia a integração das tecnologias ao desenvolvimento do currículo, mas ele precisa ser construído com a participação de todos os atores do processo educativo. Por isso, o ponto de partida é claro, mas o mesmo não é verdade em relação ao como e quando o projeto poderá terminar. Isso ocorre porque, segundo Perrenoud (1999), este tipo de atividade carrega consigo uma dinâmica própria. Essa dinâmica é constituída pela elaboração, pela execução, pela análise, pela reformulação e por novas elaborações do projeto.

Currículo, Projetos e Tecnologias


Pensando sobre possíveis mudanças e contribuições das tecnologias






Pensar em mudanças no âmbito educacional é algo bastante complexo. Tem-se discutido amplamente nos últimos anos em possíveis mudanças na prática docente de forma a integrar as tecnologias ao currículo escolar.
Nesta atividade destacaremos os principais pontos elencados, no fórum – atividade 1 da unidade 4 do Guia do Cursista, pelos colegas considerando as possíveis mudanças neste âmbito, fundamentados pela própria prática e pela entrevista do Professor Pedro Demo, cujo tema é “Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola”.
Um dos pontos mais citados foi o do papel do professor enquanto articulador de estratégias para potencializar a aprendizagem dos alunos, considerando as linguagens multimodais e a não linearidade do processo. Destacou-se ainda, reforçando o que diz o professor Pedro Demo, que o professor precisa ser autor de seu próprio material didático, que ele é a tecnologia das tecnologias e precisa se portar como tal.
Para tanto, é mister propiciar ao professor atual um aperfeiçoamento didático/tecnológico contínuo e aos futuros professores um curso de graduação com uma abordagem diferente da atual.
Além desses pontos, outro citado como necessário para as possíveis mudanças desejadas é a definição do papel das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem.
Assim, mais uma vez reafirmamos que os profissionais não estão passivos ou alheios ao atual contexto, que têm buscado contribuir para que essa mudança aconteça de forma rápida e satisfatória. Entretanto, como dito no início trata-se de um processo complexo e que muitos outros fatores estão envolvidos.